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Gestão e crescimento de empresas · 23 de outubro de 2026

Potencial de liderança pode estar entre profissionais que hesitam diante da promoção

Especialistas defendem ampliar a avaliação de candidatos à liderança, sem usar a ambição pelo cargo como principal indicador de capacidade.

Potencial de liderança pode estar entre profissionais que hesitam diante da promoção
Imagem: InfoMoney

O fato

Especialistas citados pela notícia questionam o uso da ambição como principal sinal de potencial para liderar. A orientação é observar também profissionais que demonstram reservas diante de uma promoção, em vez de interpretar essa reação automaticamente como falta de capacidade ou interesse em contribuir.

O ponto não é afirmar que pessoas hesitantes serão necessariamente melhores líderes. A notícia propõe ampliar a avaliação e evitar que a disposição imediata para assumir um cargo seja confundida com preparo para exercê-lo. O recorte não apresenta métricas de desempenho nem comprova superioridade de um perfil sobre outro.

O que muda para a sua empresa

Para diretores que precisam formar sucessores ou ampliar a estrutura de gestão, essa abordagem oferece uma forma de examinar a seleção interna. Vale verificar se o processo favorece excessivamente quem se apresenta com maior segurança, sem reunir evidências equivalentes sobre capacidade de decisão e condução de equipes.

A hesitação deve abrir uma conversa, não determinar a escolha. É recomendável investigar se o profissional compreendeu as responsabilidades, deseja gerir pessoas e identifica condições necessárias para assumir a função. Essas perguntas ajudam a distinguir uma decisão refletida de uma incompatibilidade com o cargo.

O mesmo rigor deve ser aplicado aos candidatos mais entusiasmados. A vontade de crescer é um elemento da avaliação, mas pode ser confrontada com exemplos concretos de delegação, colaboração e enfrentamento de problemas. Esses critérios são recomendações de gestão, não resultados demonstrados pela notícia.

Também é importante preservar a possibilidade de crescimento sem chefia. Pressionar um bom especialista a aceitar uma posição gerencial não resolve, por si só, a necessidade de sucessão. A decisão deve combinar interesse do profissional, requisitos da função e evidências disponíveis sobre sua atuação.

O que fazer agora

  • Defina critérios observáveis: descreva responsabilidades e comportamentos esperados antes de discutir nomes para a promoção.
  • Amplie a lista de candidatos: inclua profissionais consistentes que não costumam se apresentar espontaneamente para posições de comando.
  • Investigue as reservas: converse sobre interesse, responsabilidades e obstáculos percebidos, sem tratar hesitação como recusa definitiva.
  • Compare evidências: peça exemplos concretos de decisões, colaboração e desenvolvimento de colegas, aplicando os mesmos critérios a todos.
  • Estruture a transição: para o candidato escolhido, estabeleça acompanhamento, limites de autoridade e momentos de avaliação, sem transformar a promoção em promessa de desempenho.

Fonte original: InfoMoney . Análise e texto: OLV Internacional. Conteúdo informativo, não constitui recomendação jurídica, contábil ou de investimento.

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