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Tributos e regulação · 28 de outubro de 2026

Reforma Tributária deve entrar na agenda de gestão além do Fiscal e da TI

Artigo questiona tratar a transição tributária como atualização de sistema e propõe uma discussão que envolva as áreas responsáveis pela operação do negócio.

Reforma Tributária deve entrar na agenda de gestão além do Fiscal e da TI
Imagem: Convergência Digital

O fato

Em artigo publicado pelo Convergência Digital, Marco Vonzodas critica o isolamento da Reforma Tributária nos departamentos Fiscal ou de Tecnologia da Informação. O autor observa que muitas companhias ainda tratam a transição como uma atualização de sistema a ser resolvida pelo fornecedor de tecnologia.

O conteúdo apresentado é uma advertência sobre governança empresarial. Não informa novas alíquotas, datas de implantação ou obrigações específicas. Seu ponto central é a insuficiência de uma abordagem restrita à ferramenta tecnológica, sem participação mais ampla da gestão.

O que muda para a sua empresa

Para a diretoria, a questão prática é definir quem responde pela preparação do negócio. A adequação do sistema deve ser acompanhada de validação dos processos que ele representa. Não basta receber uma atualização e presumir que todas as operações relevantes foram corretamente contempladas.

Como orientação de gestão, vale envolver compras, comercial, finanças e operações na identificação das decisões que dependem de análise tributária. Preços, condições contratuais, cadastros e rotinas de faturamento podem compor esse levantamento, sem antecipar efeitos fiscais que ainda não tenham sido confirmados para a empresa.

A coordenação também deve separar responsabilidades internas e externas. O fornecedor de tecnologia pode responder por entregas contratadas, mas a empresa precisa definir critérios de aceite, responsáveis pelos testes e tratamento das divergências. Essa divisão reduz o risco de considerar uma entrega técnica como evidência suficiente de prontidão operacional.

O objetivo não é deslocar a competência do Fiscal ou da TI, e sim conectar essas especialidades às decisões executivas. Um diagnóstico compartilhado permite explicitar dependências, organizar prioridades e identificar dúvidas que precisam de interpretação especializada antes de qualquer mudança no negócio.

O que fazer agora

  • Nomeie um responsável executivo: estabeleça coordenação entre áreas, com atribuições claras para decisões, validações e encaminhamento de dúvidas.
  • Mapeie operações representativas: reúna exemplos reais de compras, vendas e faturamento para orientar a análise e os testes necessários.
  • Formalize as entregas tecnológicas: registre escopo, responsabilidades e critérios de aceite, evitando depender apenas da confirmação de atualização do sistema.
  • Organize um registro de pendências: diferencie questões tributárias, comerciais e técnicas, atribuindo responsáveis antes de aprovar mudanças em processos ou preços.

Fonte original: Convergência Digital . Análise e texto: OLV Internacional. Conteúdo informativo, não constitui recomendação jurídica, contábil ou de investimento.

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